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Provoleta

Foto: Natalia Valle

Existe a síndrome da canção que se repete, muito comum em sociedades musicalizadas: acontece quando você escuta um pedaço de uma música que não teria importância normalmente, mas que por algum motivo, a partir deste momento ela simplesmente não sai da sua cabeça. Você passa o dia escutando e cantando repetidamente a mesma música. Vocês sofrem desta síndrome?

Eu tenho uma variação um pouco mais incômoda, a síndrome da palavra que se repete. Quando escuto uma única palavra que soe diferente, ela passa o dia sendo repetida na minha cabeça. Algumas das palavras foram: txucarramães, sucupira, bratslávia, e a mais recente foi Provoleta.

Esta, porém, não foi algo de um dia, a palavra me segue há anos. Desde que comi uma em Buenos Aires, de tempos em tempos ela bate na minha cabeça ao longo do dia. Como método de amenizar os efeitos da síndrome, resolvi fazer uma bela provoleta. No espírito desenho animado, quando o personagem bate a cabeça a segunda vez para recobrar a memória, pesquisei e criei uma receita simples e absolutamente deliciosa. Acho que essa é uma síndrome que os outros saem ganhando.


Provoleta



    Ingredientes

  • 1 rodela larga de provolone com a casca (não vai funcionar se forem pedaços ou rodela pequena, porque ele tem que assar dentro da própria casca)
  • 1 colher de chá de páprika defumada
  • 1 colher de chá de orégano
  • 1/2 colher de chá de pimenta-do-reino no moedor caseiro (se for em pó não adianta. se não tiver moedor, pule essa etapa)
  • 1/2 colher de chá de cominho



Modo de preparo

Faça uma espécie de berço com papel alumínio para a rodela de provolone, de forma a cobrir o fundo e laterais com o aluminío.

Salpique os temperos sobre o provolone e leve ao forno quente por 10 minutos. Sirva com torradinhas e se for do seu gosto, sirva junto rodelas de linguiça frita com molho de pimenta, funciona muito bem.

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7 comentários

  • Reply
    Alessandra Mess
    4 de dezembro de 2012 at 16:58

    Adorei a histórinha lúdica no espírito desenho animado!
    Sofro da síndrome das músicas… tem algumas que eu ouvia quando criança e até hoje insistem em voltar!
    Tem vezes quando estou muito stressada e cansada, me vem a cabeça um monte de pessoas falando ao mesmo tempo.. como se fosse tudo aquilo que me falaram ou eu escutei durante o dia..
    Quanto a provoleta, nunca comi! Mas me deu água na boca.
    Devo estar com fome.. huaihue
    Beijos!

  • Reply
    Vivi Becker
    4 de dezembro de 2012 at 18:06

    Acho que a síndrome da música é unânime, tem músicas que até boas você pega e as evita para que não entrem mais na sua cabeça, agora mesmo tem alguma querendo martelar e entrar na minha mente, tenho que me concentrar senão ela vem!
    Vou anotar essa receita, comi uma provoleta deliciosa uma vez em Curitiba e desde então estou para fazer em casa e nunca faço, ótima oportunidade!
    Adorei!
    Beijos,
    Vivi Becker

  • Reply
    Lala Ismerim
    4 de dezembro de 2012 at 21:44

    Nunca comi mas parece ser delicioso!
    Tenho essa síndrome mas com música mesmo! kkkkkk… da uma agonia!
    Beijo

  • Reply
    Issa
    4 de dezembro de 2012 at 22:56

    Que receita diferente! Ela parece ser uma delicia! Adorei (:
    beijoos

  • Reply
    Maysa Alexandrino
    20 de dezembro de 2012 at 18:38

    Acabei de voltar da Argentina e comi provoleta por lá também!
    É bem gostoso! Vale a pena!
    Bjos

  • Reply
    Pedro
    19 de fevereiro de 2014 at 16:22

    Não entendi a obrigatoriedade de se usar um moedor caseiro de pimenta. Não posso moer na faca? Até entendo a enorme diferença entre a pimenta moída na hora e a comprada em pó, mas essa de ter que usar um moedor caseiro foi forte!

    No mais, interessante a receita. Tentarei. Ainda bem que tenho um moedor de pimenta, industrializado, mas faz o mesmo serviço…

    • Reply
      Gulab
      19 de fevereiro de 2014 at 20:20

      Calma, Pedro.
      A ideia do moedor é que a pimenta não fique muito moída, e sim com alguns pedaços largos. Mas quebrar com a lateral da faca dá um efeito semelhante também. O moedor industrial você também pode usar, a diferença será mais visual mesmo, menos rústico.

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