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Studio 512: Hareburger, Jeffrey Beer e Naturalie Bistrô

Fotos: Natalia Valle

Semana passada estivemos no Studio 512 para um bate papo sobre histórias de sucesso no cenário gastronômico. Localizada no Jardim Botânico, a casa é um espaço multiuso para workshops, eventos e seminários. A equipe é bem atenciosa e a programação conta com muitas oficinas nas áreas de design, fotografia e moda. Muito bom saber que o Rio ganhou mais uma opção do tipo! O evento trouxe o Raphael do Hareburger, Gilson da Jeffrey e Nathalie do Naturalie Bistrô. Os profissionais contaram suas histórias, motivações e deram algumas dicas.

O Hareburger é uma paixão antiga nossa e foi muito gostoso saber como tudo começou, só nos fez admirar ainda mais a marca. Acredita que ela começou de forma despretensiosa com apenas 50 reais para fazer 8 sanduíches e em menos de 1 ano abriu uma loja própria na Galeria River? Raphael viu uma oportunidade (faltavam opções vegetarianas gostosas na praia), acreditou em seu produto e não desistiu diante das dificuldades. Durante o bate papo, ele destacou a importância de fazer um plano de negócios.

“A grande mudança foi quando percebi que tudo sempre tem o potencial de dar errado. É um choque de realidade mas é importante ver isso porque se pode dar errado, o que você deve fazer para dar certo? O plano de negócios serviu como um mapa para eu entender o que era o Hareburger, quais eram as minhas possibilidades e caminhos que eu poderia tomar. Foi importante para conseguir sócios e investidores. Outra questão é que eu sempre tive esse brilho nos olhos e quando você acredita no seu negócio você também encanta outras pessoas”, disse.

Nós provamos alguns Harinhos, versões menores do Hareburger, ideal para festas e eventos. Se você ainda não conhece, vale a pena dar um pulinho em uma das lojas. São os sanduíches vegetarianos mais gostosos da cidade (ou das galáxias, como eles dizem!), em sabores variados. Mesmo se você for super carnívoro, prometo que não vai se decepcionar. Palavra de quem não curte carne de soja, presta atenção.

Já a cerveja Jeffrey pensou bastante no conceito da marca e adicionou uma dose extra de carga cultural ao produto. Assim, vender cerveja virou uma consequência de um projeto entre quatro amigos amantes das artes plásticas, música, literatura e gastronomia. “A gente entendeu que para montar a marca, antes de qualquer coisa, era preciso definir quais seriam os pilares e a nossa essência. E eu não chamo a gente de uma marca de cerveja, mas de uma marca de cultura. Porque ela está em todos os nossos hábitos”, contou Gilson, um dos quatro sócios.

A loja conceito da cerveja, no Leblon, promove lançamento de livros, possui uma galeria de arte e convida chefs para criar cervejas inusitadas. Uma das que estão por lá atualmente foi criada pelo chef Thomas Troisgros. A cerveja dele leva jiló (substituindo o amargor do lúpulo), cenoura e pimenta e os clientes podem provar. “Nunca um cervejeiro vai chegar nessas combinações, tem que ser uma pessoa genial de gastronomia”, Gilson falou sobre essa importância da parceria e colaboração. Segundo ele, quanto mais você se envolve com os outros profissionais, mais enriquecedora fica a sua bagagem e o seu negócio. Afinal, quando tudo começou, os sócios entendiam de beber mas não de fazer cerveja. Uniram-se então a especialistas até chegar ao produto final.

E vocês sabem o motivo do pato ter sido escolhido como mascote da Jeffrey? É incrível como o marketing dos caras é bem elaborado em todos os detalhes: “Ele só voa com os amigos, faz viagens intercontinentais, vai muito longe e sempre volta para a casa. Ele sempre viaja em formação de asa, aonde o líder sempre troca. Somos quatro amigos e essa é a nossa motivação de voar junto”, contou. A cerveja é bem leve e costuma agradar por isso, trata-se de uma Witbier com coentro e limão siciliano, deliciosa. Vocês já tomaram?

Por fim, foi a vez da Nathalie, jovem chef de 22 anos, falar sobre sua história. Seu restaurante Naturalie Bistrô acabou de ganhar o prêmio de Comida Leve no Rio Gastronomia, mostrando que talento não tem idade. Ela destacou a importância de entender a fundo aquilo que você faz. “Eu saí daqui destinada a estudar, voltar e abrir um negócio. Não sabia quando ou como, nem sabia se seria possível. Minha motivação era unir o que eu gostava com o trabalho. Eu andava muito pela cidade vendo o que estava acontecendo, vi muitas tendências na época como o prensado a frio, o mesão comunitário nos restaurantes, enfim, várias coisas que levei para o meu negócio”, disse.

A chef estudou no Natural Gourmet Institute NY, escola focada em alimentação saudável e estagiou em restaurantes vegetarianos onde cozinhava o que plantava, ganhando mais experiência. Durante a palestra, ela serviu uma granola feita com massa de cacau, agave, baunilha, canela e óleo de coco, goji, aveia, castanha-do-pará, amêndoa, chia e coco. Uma das melhores granolas que eu já comi, ainda não conhecia o trabalho dela e fiquei tentada a visitar o restaurante para ver o que mais ela apronta no cardápio.

Perdão pelo post longo, gente, mas queria contar os principais pontos para vocês, para motivar quem também está começando na área ou pensando em abrir um negócio próprio. Afinal, são histórias bem sucedidas. “A gente tem que olhar o lado positivo, que sorte poder trabalhar com o que a gente gosta! Não é todo dia que a gente está feliz e não é todo dia que a gente está consciente do quanto é maravilhoso. Tem dias que você se estressa muito. Todo trabalho é assim, nada é 100%, sempre tem dois lados”, lembrou Nathalie. Uma dica que os três profissionais deram ao longo do evento e declararam ser vital ao negócio é a importância de acreditar no produto, da marca conter a sua essência e alma, e principalmente, de você ter amor pelo o que você faz.

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9 comentários

  • Reply
    Brigadeiros e Barcelona
    7 de setembro de 2015 at 19:57

    Que amor, tudo isso!!! E que bom que eu conheci o hareburguer antes de vir pra BCN! A proposta deles é muito, muito bacana!
    Bjs!

    • Reply
      Natalia
      9 de setembro de 2015 at 22:06

      Muito, né? Eu já conhecia mas não sabia que tinha uma história tão legal por trás.

  • Reply
    Alessandra
    8 de setembro de 2015 at 10:58

    Sempre fico babando pra conhecer tudo aí no RJ mas moro tão longe ;(

    • Reply
      Natalia
      9 de setembro de 2015 at 22:04

      No dia que você vier me avisa! :)

  • Reply
    bebel sader
    8 de setembro de 2015 at 11:00

    post super bacana! adorei as fotos!

  • Reply
    mary micucci
    9 de setembro de 2015 at 13:31

    Que bacana! fiquei morrendo de vontade de experimentar.

  • Reply
    Marcella
    9 de setembro de 2015 at 14:44

    Que demais as dicas! Anotado pra próxima visitinha ao RJ!

    bjs Má

  • Reply
    Natalia
    9 de setembro de 2015 at 22:09

    Também adoro! Sou fã de witbier, essa virou um vício por aqui.

  • Reply
    Fê Gonçalves
    11 de setembro de 2015 at 9:51

    Que inspiradora as palavras do Rafael!! Adorei quando ele disse: “Outra questão é que eu sempre tive esse brilho nos olhos e quando você acredita no seu negócio você também encanta outras pessoas”. É tão bom gostar do que faz e sentir orgulho disso, fico encantada!! E adoro sanduíche vegetariano, quem sabe em uma visita minha no Rio eu experimente!! ;) Um beijo <3

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